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Como já diz nosso Querido Rogério Flausino :

 

 Pra onde irão as palavras Depois do grito?

 Pra onde irão as palavras?

 Pra onde é que vai a alma Depois do tiro?

 


 Eu queria saber como assimiliar minha ansiedade em gritar, com a outra não menos importante que é o de soltar palavras nunca ditas, e nunca mortas dentro de mim,vivas a cada dia. 

Aquela briga em fazer as duas coisas juntas,mas o grito cala as palavras,e as palavras mata o grito. Há uma hora que se uma ou outra não sair,não desencadear-se dentro de si, a guerra te domina e te mata.

 Mas ainda assim tu continua a existir, e não haverá nenhuma necessidade de se preocupar com elas,pois você já se acostumou e não faria sentido soltá-las mais. Talvez se eu faxinasse a caixa de sentimentos que habita em mim,jogar alguns fora,deixar de dar prioridades pra uns e priorizar outros,poderia talvez abafar o grito? Pudera ser fácil quanto escrever aqui agora,mas como convencer meu coração com a nova limpeza em seu recipiente? Como mostrar que as pessoas mudam,os sentimentos também devem mudar,certas pessoas nem sentimento são merecedores de ter. 

Mas o problema é que eu não quero mais me sentir assim. O silêncio já se fez muito presente,e as lembranças e dores de ontem ainda são tão vivas que às vezes penso ser elas que me movem,me levantam todos os dias. 

Me enganar que as coisas estão bem,que elas vão mudar e vão melhorar não tem funcionado,porque o passado também revela o futuro,e por Deus como é que será? 



Certos momentos,esse turbilhão de sentimentos bons e ruins só se aquietariam ao calor do teu abraço,Pai. 


 Hellen C.

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